Au livre

“Tu es celui qui écrit et qui est écrit” (Edmond Jabès)

Ter Paz E Medo 6 août 2008

Classé dans : Textes, poésie — aulivre @ 16:35

\"Cosmic Love Song 10\"

(picture: “Cosmic Love Song 10″, artist unknown)

Menino Tenaz

original composition by A.M.

lyrics by I.

Mesmo no silêncio do que posso e que me faz sentir o meu

espaço no que, pai,

no que parece

meu


Nem mesmo meu silêncio fica ou passa, muda e vai

(Mesmo nesse imenso sentir-minto… sentir meu…)

Verà….

meus filhos


Muda no sentido do silêncio que te vem comigo

Faça o que possa para que não seja nunca o bastante

ou meu

nem ter

me haver, possuir, ou querer so’ pra ti

Não concedo


Pra te Amar

E’ preciso te ver

No que traz ao mundo teu (no teu mundo sem mim)

E verà…

teus filhos,

meu Ser, imensa invenção capital de um altar


Nada do que faço reconhece o teu lugar

Num ter Paz e medo (não preciso mais ter medo)

TER PAZ

é como o Silêncio do que passo no teu quarto

do que passo nos teus braços… menino tenaz

 

Aux arbres 23 mars 2008

Classé dans : Les petits mots, Textes, déclarations d'amour, poésie — aulivre @ 14:37

figuierf.jpgamandierf.gifbaobabmada.jpg

(figuier)                 (amandier)             (baobab)

Aux arbres de n’importe quoi….

“Elle n’était pas assise” – par I.L.F.

Cage, loi, chance, volonté:

La semence est plantée,

dans la terre mise;

Les racines qu’elle prenne -

ou a déjà pris -

on a déjà appris

sont l’occasion d’un avenir; et

pour les partager, des substances

corps, terre, air, avis

il faut qu’on commence la danse

de reconnaitre et permettre

à la semence sa puissance

de ses bras haut et bas, rapports,

la croissance:

sa lutte, avenir, et surtout souffrance

sans s’oublier

des m e r c i s.

26 Novembre, 2006

Donc! on dit “merci” aux arbres pour se lever dans la lutte journalière sans savoir qu’est-ce que se passera. MERCI!, on dit aux arbres pour prendre le risque en tant que semences. /m3Rsi/ aux arbres pour donner l’exemple d’être et l’être comme métaphore aux rêves, nous mêmes, croissance et rapports. Parce-que dire ça, le /m3Rsi/ ce n’est pas la m3R à boire et si tout simplement la pluie dans sa saison. Parce qu’on dit /m3Rsi/ aux arbres même pour le papier et surtout pour le feu: ce dernier-ci, ce dernier “si!” n’existerait pas sans l’oxygène.

m3R-si, MER-ci, Merci!

arbres de quoi,

peu importe ici!

n’importe plus où

et si QUI -

A.M., merci. Merci pour prendre un risque sans savoir ce que se passera cette fois. Merci pour avoir dit qu’on a tous tout ce qu’il faut. ça y est. Le corps, les rêves, l’oxygène, ce papier, ce feu: la volonté. La volonté est la puissance.

Force, Courage, et toujours Sincérité. Dis-moi tes moments quand ils arrivent à ton corps et je te dirai m3Rsi, m3Rsi, cinque mille fois! – d’avoir répondu ta réflexion. BACI BACI BACIONI = ) – I.

 

Pesquisa: o que é? 8 mars 2008

Classé dans : Blogroll, Textes, poésie — aulivre @ 12:40

Cada um na sua; porque não se olhar? Observo estas pràticas, estes costumes e percebo: amo perceber cada um, olhar e interpretar, entender. Comunicar com o olhar, acolher…

Por isso amo, por isso amo viajar

E observar…

Detalhes.

Escutar os sentidos,

Sentidos calados, tranquilos, aqui.

Amo.

Amo templos e rochedos, àguas e reflexos,

Amores e paixões.

Amo estar ali, em qualquer lugar e apenas estar estar como um mundo em seu movimento-lugar,

So’.

So’. Com todos.

Resposta: SABER ESCUTAR.

 

Sain Balance 22 janvier 2008

Classé dans : dialogues, poésie — aulivre @ 13:11

photo-175.jpg

Le cauchemar d´une semence

Le cache-Mer d´une semblance

-I.

A: – C´est mon terrain!

I: – Je dis je comprends.

 

O tempo é saudade. Ma anche salvezza 14 novembre 2007

Classé dans : Textes, dialogues, poésie — aulivre @ 1:12

nuovo.jpg

De : I. <xxxxxxxx@xxxxx.xxx>
À : AM <xxxxx@xxxxx.xx

Envoyé le : Mercredi, 11 Juillet 2007, 12h25mn 25s
Objet : Re: O tempo é saudade.

Plàààààààgiiiioooooooooo!!!!!!!!!
hahahahahahahah…. :) ! Gostei da versão…

“A(ssi)M:

.”

(risos) (ssi)

Ah, A.: é verdade. Realmente, teus textos-resposta me impressionaram muito. Aprecio e agradeço a tua evidente vontade de (e amor por) aprender a te comunicar em meu idioma natal através da tradução. Aprecio também – mas não mais do que aprecio teu processo criador – ler-me outra vez através do teu traduzir. E’ o teu traduzir, traduzir-me? Ao ler-me assim, não sei se leio-te em mim, ou se leio-me em ti. Haha… De qualquer modo, me fizestes sentir como se meu ser inteiro passasse pelo teus olhos, mente, corpo e maõs, quais me devolvem de volta à mim mesma. E’ uma sensção inédita, unica, perpétua, inesquecivel. O que dizer? .*sorriso*. Muito Obrigada. Continue escrevendo; eu também o farei.

Sinceramente,

Com Amor,

I.

—– Message d’origine —-
De : AM <xxxxx@xxxxx.xx>
À : I. <xxxxxxxx@xxxxx.xxx>
Envoyé le : Mercredi, 11 Juillet 2007, 2h31mn 21s
Objet : Re: O tempo é saudade.

Il tempo è nostalgia.

Cosi’:

.

Eppure/
La scrittura è il tempo/
Il tempo di restituire al futuro/
Cio’ che il passato/
Irrimediabilmente/
Ci toglierà/
Ergo : scrivo

* * *

Die Zeit, Nostalgie ist/
Aber auch die Nostalgie/
Die Massnahme ist unseres Heils

Le temps, est nostalgie/
Mais la nostalgie aussi/
Est la mesure de notre salut

Então, o tempo/
é Salvação.

AM:

.

 

Notte di parole 3 novembre 2007

Classé dans : déclarations d'amour, poésie — aulivre @ 15:30

E qui mi trovo, finalmente/

Nel silenzio che, da sempre/

Mi accende la parola/

Nell’oscurità assordante/

Che dà fiato, e corpo di voce/

Al gioco delle luci di Ponente.

Io sono luce incessante/

Parola piena, delirante/

Luce riflessa, povera in essenza/

Eppure, di lontana – e certa – provenienza/

Il mio segreto, potrei dirlo altrimenti?/

Siedi, Amore, e ascolta i miei racconti:/

Come stella, parlero’ da un luogo di silenzi

AM

Barcelona, 3/11/2007, 3h39

 

Oui; print. 19 septembre 2007

Classé dans : Les petits mots, déclarations d'amour, poésie — aulivre @ 2:03

Hahahaha… PrinTemps.

*suspiro* I PRINT times

Both feet on the planet

m i r i t r o v e r a i, toda y cada las

flores del pensamiento suddenly

becoming movimento. E’

m e r a v i g l i o s o , maravilhosa a Vida

a c c a n t o a m e, dentro di me; e

meu canto dentro Verdade dirà e

te encontrarà no Momento…

E o sentimento…

permanecerà… Gratidão. Ternura. Imensa Mansidão. Você.

Ale… Te Amo. Sempre – Ine

13/04/07

_______

PARIS, le 20 décembre 2006

_______

Oui… parce que Paris n’est pas du tout romantique… et construiretraverser un pont c’est toujours un risque. Oui… parce qu’une fois l’eau passe sous le pont la rivière n’est pas la même d’avant… et continue, OUI, parce que les numéros vont jusqu’à l’ infini; et les rapports d’Amour après tout = les maths: on ajoute des experiences, substrait les tristesses, divise les problèmes et multiplie le bonheur! OUI. Oui… surtout parce que la première fois est toujours la dernière occasion. “A primeira vez é sempre a ultima chance”… dont le début est une plate-forme aux voyageurs: Oui/Non… parce que si est par oui ou par non, c’est ça la question: OUI ou NON? Seule la raison déraisonne… en cédant ou en réfusant… de se plier. A LA PUISSANCE AMBIGUE!! Ici, il y en a, en fait, DEUX… faisons le pont… réciproquement. I AM ~~ Ine

 

Ser melhor 18 septembre 2007

Classé dans : Les petits mots, Textes, déclarations d'amour, poésie — aulivre @ 1:24

PARIS, Mai 2007

A esperança para o resto inteiro de uma vida fragmentada pode estar (e se encontrar) dentro de cinco palavras, dentro de uma canção, ou um infinito momento lucido de plena União. E’. Assim vivo. Decepções e lutas, decisões e vitorias, caminhos e gente, luz e flores; de modo que a constante renovação de esperanças se mostra não como um estado permanente de utopia, de ilusão, mas como uma utopia que é. E vive. Vê, não vivo de utopia. Minha vida, a Vida, as vidas de antepassados vivem através de mim, como ‘Eu’ novos dias como este Hoje, representando assim… continuidade. Isto é utopia? “Não!”, confirma a minha existência. E’ seqüência de ações que constroem este viver poético, lucido e musical que toma o nome de – e se reconhece (às vezes sim, às vezes não) – como EU, Você, portal de existências, minha Mãe… e tantos outros que tanto ao se dizer quanto ao se contra-dizer aprenderam não a viver ou esperar mas a observar a “Lei” de causa e efeito… e a ser melhor: através de pensamentos, responsabilidade para com o verbo, e ações. Quanto às cinco palavras, estas estavam na canção. Quanto à União, esta esta’ presente em qualquer momento. Basta re-clamar a renuncia de compreensão do que é infinito. E Ser continuidade, mesmo como merda. – Ine.

~.’~.’~.’ ~.’~.’~.’ ~.’~.’~.’

Au TGV, 27 Mai, 2007

Ale, te amo,

te escuto ao redor;

pensamentos os nossos,

um mundo maior

_

Ale, te penso meu

Amor em pedaços, sou -

partes, abraços, sei -

seugues meus passos… e eu

por te amar sou melhor.

_

Merci, Ale.

Não minto/pressinto

Amor em meus olhos seus

é céu num recinto

de pele, nuvens, gemido e suor.

_

Te quero meu Anjo, sàbio e valente,

sem medo, com dor;

não sou de outro modo e em vão é o pudor

_

Se um é carente

Dois é furor:

um verso crescente de no’s, um louvor.

-I.

 

Diante de mim 10 septembre 2007

Classé dans : poésie — aulivre @ 20:20

 

 

és generoso, és extravio… e bem sabes quanto não tenho sabido o que fazercom tanta àgua ràpida e fogo queimando em minha vida. Nas palavras de Martins é onde finalmente encontro uma descrição de – e compreendo – o feitiço. E escolho. Quero apenas que sejas feliz.

“GENEROSO EXTRAVIO
poema: floriano martins, agosto de 2007
Escuto teus passos inacessíveis em mim,

 

testemunho de ânsias e afagos fluentes,

 

formas espantosas que abrigam teu rosto.

 

Rastejas com uma evidência de pálpebras,

 

simulas um duplo e sua sombra refletida.

 

Estás diante de mim e jogas com teu olhar:

 

pequenas pedras pousadas no leito do rio,

 

peixe vibrante que é também o caule sagrado

 

da selva de encaixes que vislumbras em mim.

 

Água e fogo reescrevendo teu nome, o guia

 

de fontes insuspeitas por todo meu ventre.

 

Caminhamos como um feitiço em cujos lábios

 

a febre despe seus fungos, alternando

 

as rochas onde fixo teu gozo fitas meu riso.”

 

Escolha

:by Ariel Iane

Like

butter-wing flutter wind

fly, batter, fly

fly better bitter

humming song

bird-wing wind song

sung

in flight

mid-flight moment right

night light past behind

now one

new one loved one – one

not two, one, no one

else

no thing else

is as

this

can be as

this

is as

this

TRUTH – misericordia/AO FOGO madeira/à sua maneira/de ver sentir/olhar e chorar.

Viver sempre/amar instante/te ver feliz. Seja feliz. Seja. – I.

 

Tradução 9 septembre 2007

Classé dans : poésie — aulivre @ 15:51

Dizia uma amiga que nosso primeiro e ultimo amor… é o amor-proprio; e não o proprio Amor. Tradução:

“Traduzir-se

Uma parte de mim é todo mundo; outra parte é ninguém: fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão; outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera; outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta; outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente; outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem; outra parte é linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte- que é uma questão de vida e morte- será arte?”

Ferreira Gullar

—-

L’ « Amor-proprio » o il « proprio Amore »? Io direi: « proprio l’amore »! « Proprio l’amore », é quel che fa amare l’Altro in se stessi: l’Altro da se stesso, e il proprio se stesso come un Altro. Amare, è (far) parlare tutti questi Altri, felicemente-disperatamente, senza sosta. E quando « tutti gli Altri » parlano, una storia comincia.

Lasciami tessere, qui/
Ora che sento/
In questo momento/
Tutto il racconto/
Che mi divide, e dividendo/
Mi fa riscoprire/
L’amore che ho dentro/

E lasciami dire, qui/
Ora che ascolto/
In ogni momento/
Tutta la storia/
Che mi pervade, e pervadendo/
- dio mio, si’ che lo sento – /
Della semplice brezza/
Con coraggio, fa vento/

A.M.

 

Libérté surveillée 25 août 2007

Classé dans : poésie — aulivre @ 21:33

“Allora, anche tu vieni dal cielo!
Di che pianeta sei?”

E tu, di che pianeta sei? Da dove vieni?

Ascolto la tua provenienza,
ospito incessantemente
la tua costanza
d’essere.
Divengo,
e dunque
non sostanza sono,
ma presenza.

Muito, muito grato, ô meu amor.

Amo você
AM

* * *

Lève-toi, en tant qu’élève,
et ne soit pas même en rêve
une sentinelle dans le ciel. . .
. . . azzurro.

En toute discrétion, soit Self
susceptible de devenir/déjà précieux
susceptible à un avenir déjà couteux
pour les instants de soif.

Si pour l’instant (in)capable de détecter
depuis le ciel du départ
sous le ciel un départ
t’auras sur le sol, dans le coeur un écart;

et ainsi seras toujours une reveillée
condition d’eternel matelas
à rechercher hélas
l’évident en plein air. . .

. . . gris.

Ta matière grise un réseau,
t’es de ta propre vie ingénieur-chercheur,
un appareil 100 % imaginé
à l’inverse d’un fantasie/réalité.

La société t’a équipé, haha…
policiers et pistoles,
tentatives et surveillances
menées

depuis des autres drones, des profs, ou des voles avérées
toi ou moi peut-être inadaptés et disproportionnés
longtemps considérés nous mêmes des anciens. . .
. . . toi et moi élèves.

Seule maintenant, je suis
jamais stationnaire toujours
sophistiquée,
petite et silencieuse, peux combler

les défaillances des systèmes d’autrui
des systèmes scientifiques, curieux
des systèmes comme le mien
des systèmes de recherches.

Fuselée en carbone je suis,
propulsée par aliments et soif de connaissance, je suis
un genre nouveau qui vole
des propres pieds aux altitudes

de millions d’informations
à la seconde qui se stabilisent
même en période, même moi-même comme feu et soufflerie,
puis les heures continues, concluantes, je suis

commandée par moi-même à plancher
l’appareil parfaitement silencieux et ses puissances
pour repérer des variations innatendues,
tristesses, peurs et hauteur.

J’ai fourni aussitôt et déjà ma position,
et je zoome désormais et toujours ma condition,
la Source,
mes questions et suspections,

et sur Tout je transmets
les internes images
à travers mes visages
et des signes qui expliquent:

une In(e)cendie des flammes mutables je suis
et aussi chaque minute qui épargne
un nombre considérable
de leçons gagnées

irreductibles
certaines
comme campagne verte. . .
. . . et haute mer.

La capacité de me lire
- dans m’absence et une certaine immatriculation
hors le cadre des explications -
optimise

cet. . . *Etre Sensible* à toute violence,
selon l’objectif :
Vivre jusqu’à l’au-délà de ce grandieux secret
de maintenant, de l’Ile-de-France, des offerts, du possible, de l’instant et pompiers prêts à éteindre le/

F-EU
d’une usIne, des volcans, des accueils, des départs, des larmes en bas, de toute baisse dans les hauteurs,
feu des machines les moteurs, des coûts, des investissements et millions
d’eu-ros.

Si la Terre ne fleurit pas, le ciel sera colonisé
et ça,
je ne veux pas.
Je veux le ciel. . .

. . .azzurro.

Pour quoi?
pour être impossible
pour la couleur
pour l’azur, oui, pour elle-même, la couleur

pour avoir le vol et savoir voler;
pour possiblement ne pas voler
mon Décider en faveur d’un possible rendu “im- “
. . . et même ainsi naître

et être, simplement être
d’un mourir à nouveau et encore naître
sans n’être
JAMAIS volée.

(Merci)

I.

* * *