
Acordei, aceitei, deixei sangrar passo-a-passo o pisar; e assim, curei o pesar.
E’… tudo muda. Primeiro o pensamento, depois o olhar. Consciência pesada rompe o tecido da vida, encharcando de liquido escuro até os mais infimos espaços entre as pedras, os dedos, o ar e a pele, a experiência e o sentido, o outro e a compaixão. Como um polvo… se defendendo do desconhecido. Como entender e ver o Sim!, e assim absorver – e não afogar – o que é para mim?
E’ preciso agradecer e enxergar a historia do tempo presente vibrando junto a outras épocas-guias ao até-aqui. E’ preciso ver as colinas, os montes, as vacas, ovelhas e moinhos sobre o verde e cores recentes das plantações, o relevo recortado da Terra dali… e cidades daqui:
o semi-arco multicor surgiu naquela tarde como so’-o-Deus-de-cada-um-sabe-a-esperança sobre as cùpulas reconstruidas do chão-ruinas ao hoje-amanhã, através das guerras de ontem pelo povo de então para os filhos de agora… e os que virão.
Quem nos dera as pessoas tivessem a paz das vaquinhas na ignorância de como sua cor e constituição determinam seu destino.
Com observação e aprendizagem constante, advindas de reflexão e entendimento mutante, retorna a poesia ao silêncio oculto, a amizade e a leveza à multidão. Assim, sem làgrima nem suplica, o sangue e o perdão se encontram onde devem estar — dentro de mim mesma e da historia de cada um.
Saudosamente, lhe saùdo. Quanta saudade! Ja’ pensei um dia nao poder mais caber dentro do corpo, làgrimas a nao mais bastar. Eis que descubro: de fato ha’ como ser com tudo que ja’ se teve apenas dentro. Apenas dentro, vindo de dentro, a partir daqui, ja’ não mais ao alcance da mão, apenas do pensamento…. e coração. Mas não me apoio em rimas, e sim na forçauau! que vem deste saber o trajeto, os amores, os amigos… e prosseguir contente pelo proprio caminhar. E vamos. Adiante! Avant!
On y va.
E o caminhar se entrelaça a outros… e de subito, muito que ha’ muito não fazia sentido agora tem seu proprio sentido, direção. Meu caminho cruzou esses dias com o de um brasileiro chamado Marlissol. Ele disse não gostar do nome, e eu discordei dizendo encontrar no mesmo pura poesia pura.
(risos)
Mas ele não deixou o mar refletir destino, busca, chuva, rio, flores; jardim. Mundo interior; ele so’ seria o mar se visse a si mesmo… ali. E se entregasse ali, à flor de lis. Aliàs, não viu; nem a luz do sol como o desbrochar de uma flor de lis em seu tumulo. Enterrei a poesia em mim; e sorri com o barulho das ondas batendo em meu peito. Apenas dentro, apenas dentro, agora brilhando, agora feliz.
Como não escrever???
Sinceramente,
I.