PARIS, Mai 2007
A esperança para o resto inteiro de uma vida fragmentada pode estar (e se encontrar) dentro de cinco palavras, dentro de uma canção, ou um infinito momento lucido de plena União. E’. Assim vivo. Decepções e lutas, decisões e vitorias, caminhos e gente, luz e flores; de modo que a constante renovação de esperanças se mostra não como um estado permanente de utopia, de ilusão, mas como uma utopia que é. E vive. Vê, não vivo de utopia. Minha vida, a Vida, as vidas de antepassados vivem através de mim, como ‘Eu’ novos dias como este Hoje, representando assim… continuidade. Isto é utopia? “Não!”, confirma a minha existência. E’ seqüência de ações que constroem este viver poético, lucido e musical que toma o nome de – e se reconhece (às vezes sim, às vezes não) – como EU, Você, portal de existências, minha Mãe… e tantos outros que tanto ao se dizer quanto ao se contra-dizer aprenderam não a viver ou esperar mas a observar a “Lei” de causa e efeito… e a ser melhor: através de pensamentos, responsabilidade para com o verbo, e ações. Quanto às cinco palavras, estas estavam na canção. Quanto à União, esta esta’ presente em qualquer momento. Basta re-clamar a renuncia de compreensão do que é infinito. E Ser continuidade, mesmo como merda. – Ine.
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Au TGV, 27 Mai, 2007
Ale, te amo,
te escuto ao redor;
pensamentos os nossos,
um mundo maior
_
Ale, te penso meu
Amor em pedaços, sou -
partes, abraços, sei -
seugues meus passos… e eu
por te amar sou melhor.
_
Merci, Ale.
Não minto/pressinto
Amor em meus olhos seus
é céu num recinto
de pele, nuvens, gemido e suor.
_
Te quero meu Anjo, sàbio e valente,
sem medo, com dor;
não sou de outro modo e em vão é o pudor
_
Se um é carente
Dois é furor:
um verso crescente de no’s, um louvor.
-I.