Au livre

“Tu es celui qui écrit et qui est écrit” (Edmond Jabès)

Um cartão, une carte post-ale 9 septembre 2007

Classé dans : Les petits mots, Uncategorized — aulivre @ 17:32

Querido A.:

Tens razão. Não hà palavras.“, começa a dizer – e diz – uma série de outros post-its sempre-verdes postados ao verso de um cartão postal. O cartão, ele mesmo, mesmo um dia em branco e nunca postado està coberto de escrita; pois estivemos là, onde ele estava tranquilo, com ele presentes naquele instante de espera em si… no qual passamos juntos pela fachada do desenho nele impresso, me virei na noite, e como as luzes ao redor o toquei; e o guardei pra mim. Como mémoria, assim tão simples e naturalemente… ele se tornou de alguém. Ele se tornou nosso.

Du coup elle se tourne!, cette carte post-ale; et avec mon écriture elle presque proteste “Dans le monde du marché, on engage la matière, donne et joue avec répresentations de valeur, les dénomine ‘biens’ et met la main dessus s’on en a besoin. Eh EH… Tu me demandes parfois: ‘Est-ce qu’il y a quelquechose que ne marche pas?’ Moi, je pense: “-Est-ce qu’il y a quelquechose que n’est pas un marché?” Eh bien…. A.M. Ici et Maintenant… France”

Apesar destes protestos, ele/elle, o cartão/la carte so’ se torna nosso quando me ajuda a dizer – e de fato diz:

Querido A.: Tens razão. Não hà palavras. Quando tento expressar a força do que sinto em mim do que é seu para mim vindo de Você, me encontro nos momentos nossos de encontro, de chegada portas abertas um ao outro, Amizade a florescer Certeza de Confiança a enraizar. Amor não se define, flui e nos leva. Nestes encontros, me re-encontro recomeço, toda partes, nada mudo, a brilhar Gratidão eterna cujo pico so’ se sente no momento, este. Aqui estàs. Grata agora, como antes, sentindo o corpo latejar vida quento correndo nas veia sem fôlego quando me encontro pele de encontro às suas mãos. Mãos que tocam muito mais que corpo e musica, mãos que buscam conhecimento, tecem escrita e preparam bebida morna: tudo o que a cada dia constroi e significa cuidar. Amo Você. Que bom que é, com Vc aqui estar. Beijos. -I.”

Estas palavras, porém, podem se destacar do cartão, restando apenas seu protesto inutil – porém lembrado – contra ser possuido como um bem de alguém. Cartão postal, não se preocupe. O que é de você que é une carte postale é de fato so’de uma Maison Phillippe des Antiquités numero 106 Blvd Raspail, origem et local impressos em verde como os post-its em verdade destacaveis de seu verso, mas que agora estão colados… à você.

 

Tradução 9 septembre 2007

Classé dans : poésie — aulivre @ 15:51

Dizia uma amiga que nosso primeiro e ultimo amor… é o amor-proprio; e não o proprio Amor. Tradução:

“Traduzir-se

Uma parte de mim é todo mundo; outra parte é ninguém: fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão; outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera; outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta; outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente; outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem; outra parte é linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte- que é uma questão de vida e morte- será arte?”

Ferreira Gullar

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L’ « Amor-proprio » o il « proprio Amore »? Io direi: « proprio l’amore »! « Proprio l’amore », é quel che fa amare l’Altro in se stessi: l’Altro da se stesso, e il proprio se stesso come un Altro. Amare, è (far) parlare tutti questi Altri, felicemente-disperatamente, senza sosta. E quando « tutti gli Altri » parlano, una storia comincia.

Lasciami tessere, qui/
Ora che sento/
In questo momento/
Tutto il racconto/
Che mi divide, e dividendo/
Mi fa riscoprire/
L’amore che ho dentro/

E lasciami dire, qui/
Ora che ascolto/
In ogni momento/
Tutta la storia/
Che mi pervade, e pervadendo/
- dio mio, si’ che lo sento – /
Della semplice brezza/
Con coraggio, fa vento/

A.M.